Há uma decisão por trás daquele problema que se repete.
Descreva-o por palavras suas. Identificamos a decisão por trás dele, fazemos só as perguntas que importam e devolvemos-lhe um Decision System Brief.
Chega como uma queixa operacional. É quase sempre uma decisão.
Três descrições reais, sem edição.
“Qualquer compra acima de cinco mil tem de passar por mim, e eu sou o gargalo. Os pedidos chegam por email, às vezes por Teams, e não tenho como saber o que está pendente sem ir perguntar.”
Que compras precisam mesmo de mim, e quais podem seguir sem passar por aqui.
“Fazemos uma previsão de vendas todos os meses e ninguém a leva a sério, incluindo quem a faz. No fim do trimestre estamos sempre 20% ao lado. Depois é a Financeira a decidir pagamentos com base numa coisa em que não acredita.”
Não é a previsão — é o que se muda em resposta a ela. Que pagamentos aprovar com base num número em que ninguém confia.
“Cada comercial dá o desconto que entende. Quando pergunto porque é que aquele cliente levou mais 8%, a resposta é ‘é um cliente antigo’. Só damos pela margem no fecho do mês.”
Que desconto pode ser dado a que cliente, e onde fica o limite de cada comercial.
O Brief responde a três perguntas — lado a lado, nunca combinadas.
Vale a pena redesenhar isto?
Quantas vezes esta decisão acontece, o que move quando corre bem, e o que custa quando corre mal.
Poderia ser redesenhado hoje?
Se a lógica está escrita em algum lado, se os dados existem, e quem teria de concordar antes de mudar.
Quanto desta decisão poderia um sistema tomar?
Desde recomendar até decidir. Quando as respostas em falta só poderiam baixar o nível, o Brief diz no máximo.
The Decision System Brief
Um documento feito para circular internamente — o que mostra a um colega ou à chefia para defender um argumento. Imprime em A4.
